Maturidade Emocional!

Atualizado: 23 de Abr de 2018




Quando se trata de amadurecimento emocional pode-se facilmente perceber que mesmo adultos bem sucedidos intelectualmente apresentam em alguma circunstância uma emoção infantil. Isso ocorre porque o desenvolvimento emocional e o desenvolvimento intelectual não acontecem concomitantemente, tampouco seguem uma cronologia temporal.


Muitas vezes, a pessoa considerada socialmente como adulta tem emoções infantis e estas emoções ocasionam conflitos, crises e separações, tanto na vida amorosa, como nas relações familiares, profissionais e na saúde das pessoas.


Estudos da atualidade indicam que cada vez ocorrem mais doenças psicossomáticas, cuja origem está relacionada às questões emocionais:

  • Há pessoas que possuem formação e qualificação profissional de alto nível intelectual, mas não conseguem progredir profissionalmente, por causa do desequilíbrio emocional.

  • Inúmeras famílias se distanciam nos relacionamentos de pais e filhos, ou de irmãos, primos, e demais parentes por não conseguirem conviver em harmonia.

  • Muitos casamentos se encerram porque o casal, mesmo nutrindo forte sentimento, não consegue conciliar o afeto e acabam sendo dilacerados pelo ciúmes, a insegurança e sentimento de rejeição.

O amadurecimento emocional, sem dúvida, representa um importante desafio e, infelizmente, poucas pessoas investem efetivamente nele. Precisamos aprender a desenvolver nossas emoções.


Desde crianças somos desencorajados a manisfestar o que sentimos e dificilmente aprendemos a reconhecer e lidar com sentimentos e emoções. Em quantas ocasiões, os adultos por não saberem o que fazer, dizem às crianças que “não fiquem tristes”, “não chorem”.


As emoções reprimidas, não desaparecem apenas porque não são reconhecidas e vividas. De alguma forma, elas permanecem e, todas as vezes que surgirem situações em que novamente a emoção for acionada, ela será reprimida. Esta repressão da emoção ao longo dos anos trará consequências ao equilíbrio emocional, relacional e físico das pessoas. Atrapalhando a realização profissional, relacional e familiar na vida adulta.


É preciso investir no desenvolvimento emocional. É preciso que cada pessoa aprenda a lidar com suas emoções e sentimentos. Que possa reconhecê-los dentro de si e conversar sobre eles. Isso não é fraqueza. Isso é equilíbrio emocional. O adulto emocionalmente equilibrado não é aquele que não tem emoções e sentimentos. Pelo contrário, é aquele que consegue reconhecer e lidar com suas emoções e sentimentos, expressando-as sem constrangimento a si mesmo e aos outros. Falar das emoções e sentimentos com equilíbrio é, sem dúvida, uma característica de maturidade emocional.


Há muitos espaços para aprender a lidar com as emoções e sentimentos, desde a infância. O principal é a família nuclear, quando os pais são modelos emocionais equilibrados; a escola também pode colaborar, quando o currículo contempla as emoções e sentimento entre os temas transversais; outros espaços como os esportivos, os culturais e os religiosos, onde os valores e a convivência relacional oportunizam o diálogo, podem favorecer o desenvolvimento emocional, à medida que, oportunizem a expressão e a reflexão das emoções e sentimentos, por meio do diálogo.


Dentre todos, o espaço que, por excelência, privilegia o desenvolvimento emocional é o espaço psicoterapêutico. Seja ele em grupo, casal, familiar ou individual. É na psicoterapia que se vive o acompanhamento profissional necessário ao amadurecimento emocional.


Toda pessoa que deseja chegar à maturidade emocional precisa envolver-se de forma comprometida com sua psicoterapia.

Quanto mais cedo e preventivamente ocorrer, melhor!

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